domingo, junho 19, 2016

Sangramento na Gravidez: Principais causas para sangramentos no primeiro trimestre


Diferente do que se imagina pequenos sangramentos durante as primeiras semanas de gravidez são comuns. Quase 50% das mulheres grávidas apresentam algum sangramento vaginal durante o inicio da gestação.

Mas será um sintoma de aborto?  Ou será que é possível menstruar durante a gravidez?


Existem várias razões e causas para os sangramentos durante a gravidez, alguns são indicativos de que tudo está indo bem com a gravidez e outros podem sinalizar algum problema. Vamos descobrir agora como diferenciar esses sangramentos e saber o que fazer quando eles acontecerem.

O sangramento pode variar de sangramento leves ou pequenas manchas para sangramentos intensos. Pequenas manchas e sangramentos leves durante as primeiras semanas de gestação são comuns e se durarem até três dias não indicam qualquer problema, ao contrário do que sei imagina apenas sinalizam a implantação do embrião no útero materno. No entanto se você confirmou a gravidez e foi acometida por um sangramento intenso, é preciso iniciar um rápido tratamento após a identificação da causa.

A diferença entre Escape ( Spotting) e sangramento:


Se você observar corrimento marrom ou cor de rosa semelhante ao que você observa no final do seu período menstrual, é apenas o que chamamos de spotting, um pequeno escape. Se o sangue for vivo e brilhante , é um sangramento. A quantidade de sangue que você nota é outro sinal de alerta. Spotting durante a gravidez não chega a encher um absorvente, já um sangramento o faz e muitas vezes de forma intensa.

O que causa sangramento durante o primeiro trimestre de gravidez?


Escapes no início da gravidez geralmente não indicam nada sério. Podem acontecer dias após a fecundação e apenas sinalizam uma gravidez inicial em progresso, mas existem outras razões para os sangramentos durante a gravidez e falaremos deles agora.

1. Implantação:


Na fase precoce da gravidez, cerca de 20 a 30% das mulheres podem ter um escape (spotting) por causa da implantação do embrião na parede uterina. Esse sangramento normalmente ocorre próximo ao dia que sua menstruação deveria acontecer e por isso pode ser facilmente confundido com um período normal.

Leia também: Nidação: Quais os principais sintomas de nidação

2. Sexo:


Durante a gravidez, o fluxo de sangue para o útero aumenta, portanto  é perfeitamente comum acontecerem pequenos sangramentos após as relações sexuais. Se a gestante for portadora de pólipos ou miomas, esses sangramentos também poderão ocorrer.

3. Papanicolau durante a gravidez


O aumento de fluxo sanguíneo no útero é mais uma vez o responsável por esse tipo de sangramento. É comum acontecer pequenos sangramentos após um exame pélvico ou Papanicolau durante a gravidez.

4. Infecções:


Condições que não estão relacionados com a gravidez também podem causar leves sangramentos. Infecções vaginais, como a vaginose bacteriana ou infecção por fungos ou doenças sexualmente transmissíveis como herpes, clamídia, gonorréia ou tricomoníase ,  podem causar inflamação ou irritação do colo do útero. A inflamação pode levar a sangramentos durante ou após o sexo ou mesmo após grande influência de estresse.
Infecção de urina também pode causar sangramentos e cólicas nas primeiras semanas de gravidez. O tratamento imediato é essencial pois esse tipo de infecção pode causar aborto ou parto prematuro.



5. Sangramento subcoriônico :


Córion é a membrana fetal exterior a placenta. Sangramento subcoriônico é uma condição em que o sangramento ocorre dentro das dobras do cório e pela placenta, proveniente ou não de leve descolamento. Geralmente não necessita de tratamento e  não leva a problemas durante a gravidez. Ainda assim, um diagnóstico rápido e repouso podem ser necessários dependendo da gravidade do caso.


 Outros fatores mais importantes e que necessitam de maior atenção, podem ser a causa de sangramentos no primeiro trimestre de gestação.

1. Gravidez ectópica:


Em uma gravidez ectópica, o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, geralmente na trompa de Falópio. Embora não produza sintomas mais específicos é possível que a gestante ectópica sinta forte dor na região abdominal inferior acompanhada de tonturas, fraqueza e náuseas. 3% das gestações são ectópicas.

A gravidez ectópica tem maiores chances de acontecer se você:
Usou DIU, realizou reversão de laqueadura, cirurgia nas trompas, teve doença inflamatória pélvica, doenças sexualmente transmissíveis, fez uso de indutores de ovulação e se você for fumante.

Leia também: Gravidez ectópica: Primeiros sintomas de gravidez ectópica



2. Gravidez molar:


Gravidez molar é uma condição rara que acontece quando a placenta torna-se uma massa cística de um embrião mal formado. Este é um tipo de tumor que ocorre devido a desordem dos hormônios  da gravidez e não é uma ameaça à vida materna. Acontece logo nas primeiras semanas de gestação.
 Em alguns casos, pode vir a ser anormal e pode se espalhar por todo o corpo, o que caracteriza o  diagnosticado como  doença trofoblástica gestacional. Esse tipo de gestação pode causar sangramento vaginal logo nas primeiras semanas de gestação.

3. Aborto:


Uma das principais preocupações  durante o primeiro trimestre da gravidez é que  um sangramento sinalize um aborto. É comum ocorrer durante as primeiras 12 semanas de gravidez. Se o sangramento acompanha sintomas como cólicas intensas, dor abdominal inferior e passagem de tecido através da vagina e fato pode indicar um aborto espontâneo. Cerca de 50% de mulheres grávidas que sofrem os sintomas citados acima, juntamente com sangramento vaginal, abortam seu bebê.

Leia também: Como evitar o aborto espontâneo


Em caso de sangramento é sempre importante consultar um médico para a investigação da causa. Muitos casos podem ser resolvidos com o tratamento precoce.

Pé no chão e esperança no coração !
Tatiana da Costa 

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