quinta-feira, dezembro 20, 2012

Trombofilia - Gravidez, Causas e Tratamento


Trombofilia é a pré disposição, que algumas pessoas tem, para desenvolver trombose (formação ou desenvolvimento de coágulos sanguíneos). Esses coágulos podem entupir, obstruir a passagem do sangue nas veias do pulmão, coração e cérebro. É diagnósticada através de exames específicos , infelizmente não se pode detectar através de exames simples.  
Pode ser hereditária (passa dos pais para os filhos) ou adquirida. No caso de trombofilia adquirida, obesidade, pressão alta , tabagismo, uso de anticoncepcionais e até mesmo diabetes, são tidos como fatores de risco.
Diversas partes do corpo podem ser afetadas por essa enfermidade, porém 85% dos casos se manifestam nos membros inferiores.

Causas de trombofilia adquirida:
- O anticorpo anticardiolipina
- O anticoagulante lúpico.


Causas de trombofilia hereditária:


-Deficiência de proteína C
-Deficiência de proteína S
-Deficiência de antitrombina
-Presença do Fator V de Leiden
-Presença de uma mutação no alelo G20210A do gene da protrombina
-Presença de uma mutação no gene da enzima metileno tetrahidrofolato redutase (MTHFR).



Durante a gestação, o risco de desenvolver a trombofilia, é ainda maior por conta do aumento da hipercoagulabilidade natural (quando o sangue fica mais suscetível à formação de coágulos espontâneos)  do sangue materno. 

Estudos,  embora não seja totalmente confirmado pelos médicos e estudiosos da área, apontam que a doença pode ter um impacto negativo na fixação e permanência do embrião no útero. A formação desses coágulos diminui o fluxo sanguíneo e consequentemente a oxigenação adequada dos tecidos, o que atinge diretamente o desenvolvimento do embrião. É através do sangue materno que ocorre a nutrição do embrião, se o fluxo sanguíneo materno é afetado, atinge diretamente a placenta que leva  nutrição até o  bebê. Se o embrião não se desenvolve, suas funções vitais são interrompidas e um aborto acontece.
 O fator mais preocupante da trombofilia durante a gestação é que ela tende a não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico e posterior tratamento. Os sintomas mais comuns em pernas e braços, é o inchaço, vermelhidão, dor e calor no local.

Deve-se ficar atenta a casos de familiares próximos com trombofilia ou mesmo mulheres da família  que apresentem 3 ou mais abortos repetitivos ainda no primeiro trimestre de gravidez, 2 ou mais abortos no segundo trimestre gestacional, ocorrências de natimorto, pré eclampsia, eclampsia, descolamento de placenta e parentes de primeiro grau com mutações sanguíneas. Uma investigação familiar pode ajudar a impedir que a doença se manifeste durante sua gestação.

O tratamento é a base de medicamentos que afinam o sangue . Um tratamento adequado é essencial para evitar intercorrências durante a gestação. O médico procederá o melhor tratamento para cada caso específico.

Se você é sabidamente portadora de trombofilia, um controle da doença antes mesmo de iniciar os treinos é fundamental para que tudo corra bem. Com tratamento você poderá engravidar e ter uma gravidez plena e saudável. 




Pé no chão e esperança no coração !

Tatiana da Costa

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Um comentário:

  1. Maravilhoso e esclarecedor! Parabéns! Que Deus continue abençoando!

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