terça-feira, julho 30, 2013

A favor ou contra o aborto?

Quero fazer uma rápida consideração sobre o tema Aborto. 
Há 5 anos tenho contato direito com mulheres que por algum motivo precisam de ajuda para o tema maternidade. 

Já me deparei, centenas de vezes, com mulheres grávidas, que não desejavam estar. Muitas, de alguma forma, consegui lhes tocar o coração, e hoje são felizes com seus filhos. Tantas outras, estavam por algum motivo, decididas que não era o momento e provavelmente efetivaram seu desejo realizando um aborto e outras entregaram seus filhos à adoção. 

Dessas tantas mulheres, me recordo de duas que engravidaram após 10 anos de uma laqueadura, e umas 2 ou 3 que tomavam pílula, que provavelmente  falhou pelo uso de antibióticos, mas a grande esmagadora maioria, eram jovens que tinham tido, segundo elas, um 'pequeno deslize', não se cuidaram e engravidaram.

Recentemente tivemos a "Marcha das Vadias", onde  mulheres foram as ruas contra o Estatuto do Nascituro. Marcharam na ocasião, pelo direito do aborto após estupro, risco de vida da mãe e no caso de má formação fetal. 
Pessoalmente não sou contra o aborto nesses casos, embora  não tivesse coragem de praticar um aborto em nenhuma das situações citadas. Mas isso é uma opinião pessoal e não me sinto no direito de julgar uma mulher que passe por uma situação assim tão difícil. 

No caso do estupro em particular, acredito que uma mulher não deva ser obrigada a reviver através  de um filho, os horrores que viveu nas mãos de um marginal covarde. Levar uma gravidez assim adiante, traria traumas e problemas ainda maiores, para mãe e filho. Concordo que talvez o melhor fosse ter e doar, mas como conviver sabendo que um pedaço do seu pior momento, talvez ainda exista em algum lugar?. Tema difícil e que com certeza rende muita discussão.
Embora todos saibamos que após um estupro, a mulher é encaminhada para um hospital onde administram pílula do dia seguinte e AZT,  dizem que as mulheres ficam abaladas e muitas não vão para o hospital, sem coragem de se expor. ok, mas fica difícil entender a coragem que move essas mulheres. Me julguem  se quiserem, por tal afirmação.

O fato é que, diferente do que dizem as estatísticas apontadas por quem defende tal prática, por aqui, o que chega até o meu conhecimento, é bem diferente. Vejo todos os dias, crianças indesejadas sendo geradas por irresponsabilidade daqueles que usam seu corpo com total descomprometimento e zelo. Uma frase clichê, mas totalmente real, "ainda que foi gravidez, e se tivesse sido hiv?"
Sou daquelas que prefiro ver as pessoas "pagarem" por seus erros com vida ao invés de com a morte de inocentes. Me julguem novamente, eu aguento.

Os a favor do aborto dizem, "mas as mulheres morrem fazendo abortos ilegais", e eu digo, que não façam, que não precisem fazer, que se cuidem , que tenham respeito e responsabilidade com seu corpo. 

E a minoria que se cuida e engravida? 
Se alguém vai ter que pagar por algo, que seja o mais forte e preparado para enfrentar os obstáculos da vida, aquele que tem condições de se defender, afinal quem sai na chuva , sabe que um dia o vento pode soprar seu guarda chuva para longe e fatalmente pode acontecer de você se molhar, pode ser inevitável. Minoria por minoria, que seja então escolhida a vida e jamais a morte. "Sem medo de ser recriminada"

Trinta e oito mil novos casos de hiv, são diagnosticados todos os anos no Brasil, fora a assustadora estimativa de que 135 mil pessoas, tem o vírus e não sabe. Isso mostra uma população que se cuida? Que se preserva na hora do sexo ? 

Dados do Boletim Epidemiológico da Coordenação do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo (PE DST-AIDS – SP), dos 189.392 casos de AIDS acima de 13 anos de idade notificados, 42,6% tiveram exposição heterossexual, 20,3% eram homens que fizeram sexo com homens (HSH) e 20,8% eram usuários de drogas injetáveis (UDI). 

Muitas mulheres morrem sim fazendo aborto, porque assumem o risco. Acho mais digno doar e dar o direito de vida , do que decretar a sentença de morte de alguém que não pode se defender. A desculpa para essa questão é o imenso número de crianças abandonadas, que de fato é enorme. Mas, mais uma vez caímos na covardia e na falta de respeito com a vida.
Cerca de 29.284 adultos,estão em busca de um filho. Pariu , não quer, entrega para adoção. Bebês são rapidamente adotados.

Mas e as crianças maiores que precisam de adoção, um criança a mais no mundo não tiraria o lar de uma que já existe? 
Oras, um erro não se justifica com outro. É fato que muitas crianças estão abandonadas, mais um retrato da irresponsabilidade de muitas. Mas sabemos que infelizmente crianças maiores tem mais dificuldade para serem adotadas. E não sejamos hipócritas, esse quadro não muda. A crueldade do ser humano é presente até mesmo quando ela se dispõe há um ato de humanidade como a adoção.

Essa é uma questão longa e exaustiva. Quem defende , tem seus argumentos, assim como quem é contra sabe onde encontrar os seus. Sei que o aborto pode ser devastador na vida de uma mulher. Conheço inúmeras que já cometeram esse ato em algum momento da vida, e a grande maioria, se arrepende e sofre muito com a decisão tomada. O Estado tem estrutura para tratar psicologicamente dessas mulheres? 
Não seria mais fácil educar, informar, ou mesmo promover campanhas de esterilização para os mais pobres que tem filhos aos montes e  não podem cuidar? 
Não acho justo jogar a responsabilidade toda no governo também. Muito do que vemos hoje é fruto dessa educação sem regras e permissiva demais na minha opinião. Tudo tem limite, e achar tudo normal demais, é um erro.

Quero deixar claro que minha intenção não é criar polêmica e nem discussão. Esse é meu ponto de vista em particular, e nunca fui rude ou deixei de ajudar uma mulher que tenha optado pelo aborto. Quem já me procurou abordando esse tema sabe disso. Respeito o livre arbítrio de cada um, mas tenho direito a uma opinião e a minha é essa.  
Sei que ao expor publicamente uma opinião, estou abrindo espaço para ser julgada, e que assim seja.

Cada caso é um caso sem dúvida, mas quando um coração que já pulsa é forçado por um outro alguém  a parar de bater, isso para mim é assassinato, portanto, passível de punição.


Pela vida!

Tatiana da Costa 

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4 comentários:

  1. É um tema realmente polêmico mas há sim solução.
    Começa na educação, desde pequeno, em casa, os pais educando, o nosso governo deveria incentivar mais projetos de prevenção como colocar uma matéria exclusiva nas escolas abordando o assunto, mais informação, meninas de 11,12 anos ja fazem sexo como se fosse uma coisa rotineira e normal na idade delas.
    e tem tbm a questão da laqueadura, no sus só pode fazer a mulher q tem mais de 25 anos e com mais de 2 filhos e ainda sim tem q entrar na fila ou esperar por uma cesária, homens não fazem vasectomia pois são ignorantes no assunto, achando q vão ficar"Broxas".
    Acho q é isso q falta, mais informação sobre o assunto.

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  2. Sou totalmente contra o aborto em qualquer caso. Só quem dá a vida ao homem a pode tirar. Aborto é assassinato e já foi provado diversas vezes mesmo cientificamente. Não tenho vergonha nem medo algum de expor não o que seja minha opinião, mas o que de fato é.

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  3. Achei linda a sua posição! parabéns!

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  4. Existe um movimento de feministas . "Eu acho que é as psicopatas do femen " ... que estão pedindo direito de pós "aborto" (matar) depois que nasce , ate 1 ano de idade , dizendo que bebê nao se lembra de nada , por isso pode pós aborto , umas ate dizendo ate os 5 anos de idade . Eu penso assim , quando o poder politicos das nações dá espaço para ativista absurdos protestar , fazer apologia , de algo tão brutal como o aborto , isso faz com que estimule a mente dos mais jovens para coisas mais pior ... como é o que esta acontecendo ... Esta meninas do femen entro dentro de uma igreja na França , e simulo um aborto , "matando" , colocaram um boneco bebê , sangue artificial , e depois pedaços do boneco bebê .... A marcha das vadias é financiada pelo femen ... para mim esta mulheres tem o mesmo nivel que um terrorista , elas deveriam ser condenadas por justiça ..pena que a justiça fecha os olhos mediante a tal apologia do crime que elas fazem na mente das jovens

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