sábado, abril 24, 2010

O médico certo para mim !

A grande maioria das amigas com quem mantenho contato, buscam a fertilidade para terem a possibilidade de realizar o sonho da maternidade. Não é raro encontrar mulheres com SOP, que costumo dizer ser o mal do século. 
A quantidade de mulheres que tem seus ovários invadidos por essa praga policísitica é enorme. Alguns são casos mais facéis e outros tão dificíeis quanto o controle da ansiedade que isso gera.

Cada caso é um, e como tenho contatos de lugares distintos, sou informada também de procedimentos e condutas diferentes, muitas vezes únicas,  tão únicas e estranhas que questiono se de fato são corretas. O que leva um médico, indivíduo que fez uma faculdade por 6 anos e no mínimo mais 4 de  residência,  ter preguiça de preencher um papel e pedir exames adequados. 
Será que o ser humano perdeu a capacidade de reconhecer e se importar com o sofrimento das pessoas, ou médicos simplesmente deixaram a humanidade na faculdade, junto com suas poucas horas de sono e seus livros de anatomia?

Deve ser de fato muito mais fácil enxergar o ser humano pelos livros, por ali não demonstram emoções, não fazem perguntas, não fazem pedidos, não dizem não entendi e  muito menos questionam os procedimentos executados.
O descaso com que alguns médicos tratam suas pacientes é de revoltar. Chegamos nos consultórios cheias de dúvidas e medos e eles , do auto de suas mesas imponentes, com seus diplomas na parede, nem nos olham, no máximo estendem a mão e perguntam o que está acontecendo.

Diante de tudo isso, digo a vocês, temos que nos informar sempre, trocar ideias, saber das possibilidades. Não podemos em hipótese alguma ficar a mercê da boa vontade dos médicos. Questionem, coloquem suas opiniões, imponham seus pensamentos, claro que sempre com coerência, pois mesmo com informações valiosas, não temos as técnicas e os conhecimentos adequados para diagnósticos e conclusões. O bom senso tem que partir de você em primeiro lugar. Se sentir que não tem suas dúvidas esclarecidas, suas questões compreendidas e se perceber que ele, o médico, não faz questão que você entenda o que ele está dizendo, exerça seu livre árbitrio e procure um médico que atenda suas necessidades.

Essa fase de busca, principalmente quando um sonho esta em jogo, é muito delicada. As respostas que buscamos talvez definam uma realidade nem sempre boa e esperada. É preciso estar amparada nesse momento, e um profissional no mínimo humano é essencial. Ninguém espera que eles chorem, ou que nos façam cafuné, mas que no minímo, tenham a sensibilidade de entender que se eles não responderem as nossas dúvidas, quem o fará?
Escolha bem o profissional que cuida de você, não tenha medo de perguntar, nunca saia de um consultório com dúvidas. Você tem o direito de ir a fundo nessa busca e o médico tem a obrigação de agir para que essa busca seja completa.
Não se desespere diante de impossibilidades, busque soluções, tudo pode ser resolvido, a maternidade pode ser alcançada de várias formas. Nem sempre ter o mesmo sangue é garantia de afinidade, pense que a maternidade vai muito além de uma gravidez, você não é mãe por apenas 9 meses, é mãe para vida inteira.

Pé no chão e esperança no coração de todas vocês!!!

Tatiana Costa

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